Previsto para 5 de Setembro nos Estados Unidos e 18 de Setembro no Brasil, o novo filme de Eli Roth (O Albergue, Cabana do Inferno), será distribuído nas terras brazucas com o título pouco criativo, "Canibais" e já teve pôster oficial e novo trailer (mais longo) divulgados nessa semana. Confira abaixo:
domingo, 1 de junho de 2014
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Sob a Pele
Sob a Pele (Under the Skin, Reino Unido, 2013)
Diretor: Jonathan Glazer
Elenco: Scarlett Johansson, Paul Brannigan, Jeremy McWilliams, Adam Pearson, Lynsey Taylor Mackay, Dougie McConnell, Kevin McAlinden, D. Meade, Joe Szula, Krystof Hádek, Roy Armstrong, Alison Chand, Ben Mills, Oscar Mills, Lee Fanning, Antonia Campbell-Hughes, Jessica Mance.
SINOPSE: Um alienígena (Scarlett Johansson) chega à Terra e começa a percorrer
estradas desertas e paisagens vazias em busca de presas humanas. Sua
principal arma é sua sexualidade voraz... mas, ao longo do processo, ela
descobre uma inesperada porção de humanidade em si mesma.
No livro Sob a Pele de Michel Faber (2000), que serve de inspiração a este filme, uma alienígena vem a Terra para caçar homens cuja carne, que está "sob a pele", servirá como iguaria (vodsel) em seu planeta. Na obra original, Faber procura criticar a indústria produtora de carne e outros tipos de negócio, política e meio-ambiente. Jonathan Glazer, vindo de um longo hiato após o polêmico Reencarnação (2004, com Nicole Kidman), finalmente volta à direção em um projeto com o qual vinha sonhando há anos. No filme, embora a premissa se iguale com a obra que lhe serviu de base, temos uma ambição muito diferente, que se utiliza de um conteúdo altamente imagético e fraco em diálogos, para sugerir e incitar reflexões sobre as relações humanas, as aparências, a sexualidade e o sentido de ser humano.
Portanto, pode-se dizer que Glazer trocou uma metáfora por outra (ou várias outras), e sua abordagem transforma Sob a Pele em uma experiência única para quem a assiste, gostando ou não ao final da sessão. Ao investir, por exemplo, em diálogos raros e casuais, alguns dos quais gerados por improviso, o diretor se aproxima ao mesmo tempo, de um cinema mais puro, ao priorizar quase apenas imagem e movimento, e também de um cinema documental, realista, ao incluir câmeras escondidas e planos pouco ortodoxos no cinema convencional.
Leva algum tempo para nos acostumarmos com o estilo do filme, que leva um longo período entre uma cena estática e outra (às vezes, mesmo entre um plano e outro). Mas ao longo do filme, isso não é mais um problema, e passamos a acompanhar com interesse e curiosidade a jornada de uma alienígena (Scarlett Johansson) que, misteriosamente resguardada por um motoqueiro ao longo do filme, percorre em sua van as isoladas planícies escocesas (ótima escolha de locação) em busca de homens solitários que sofrem um destino agoniante e nada agradável após aceitarem a carona e entrarem no casebre da alienígena, afundando em uma espécie de lagoa espessa e metafórica, para a escuridão.
Utilizando imagens aparentemente aleatórias e desconexas no primeiro ato do filme, Glazer acaba nos apresentando como se nós mesmos fôssemos a alienígena que aprende a conviver nesse mundo, e é interessante quando, a partir de eventos específicos (o choro de um bebê e o encontro com um homem desfigurado), a protagonista começa a mudar, se humanizando, e passa de algoz a vítima, de observadora a observada, e repare como ela se reserva mais, não conduzindo os poucos diálogos que tem, mas sendo agora conduzida. São também interessantes várias pistas visuais dadas pelo diretor Glazer ao longo da trama, como por exemplo, como a alien passa a observar mulheres de sua van, em vez de homens, em dado instante do filme, como se passasse a querer exemplos para se humanizar em vez de apenas mirar em potenciais presas. Observando essas cenas, percebe-se que não há sequer um plano ou cena gratuitos na obra, e em vários momentos, Glazer e seu parceiro habitual, o diretor de fotografia Daniel Landin transformam imagens em símbolos, como perto da sequência final, quando pinheiros revoltos de uma floresta filmada de cima indicam uma grande perturbação à calmaria que se instala quando nossa visitante dorme em uma cabana no meio da mata.
Assim, uma das coisas mais interessantes no filme é a perfeita harmonia entre os artistas que compõe a obra. Mica Levi, estreante no cinema, nos envolve com sua trilha sonora sombria e enervante, combinando perfeitamente com o clima do filme às cenas de assassinato, mas repare como a partir das mudanças ocorridas na protagonista a trilha também muda; antes robótica e eletrônica, passa a soar mais melódica e humana. Somada a música, temos mais uma vez a fotografia de Landin que aposta frequentemente em jogos de luzes entre fundos completamente brancos e completamente negros, além do dramático desfecho que parece criar uma angústia claustrofóbica causada pelas árvores no meio da mata. Não pretendo revelar mais do que isso, mas o fato é que independente de sua avaliação do filme, é impossível ficar passivo à experiência visual arrebatadora que é Sob a Pele.
Trailer:
Nota: Sob a Pele estreou quinta-feira 15 de Maio, e está em cartaz em apenas 27 salas no Brasil
domingo, 11 de maio de 2014
13 Anos de Boca do Inferno: Análise dos curtas exibidos no primeiro dia
Nos dias 10 e 11 de Maio a Biblioteca multimídia Viriato Corrêa em São Paulo, recebe a comemoração dos 13 anos do site Boca do Inferno, maior site que trata da temática do horror e ficção científica no Brasil, em suas diferentes formas, principalmente o cinema. Estive presente ontem, primeiro dia, na maior parte do evento e pude conferir os cinco curtas nacionais exibidos no dia.
Sexta-feira da Paixão (Brasil, 2014, 17 minutos). Dirigido por Ivo Costa
Tive a oportunidade e a honra de conferir em primeira mão o trabalho de estreia de Ivo Costa, cineasta que integra a equipe do Boca com textos críticos sobre filmes. E o curta não decepciona. Trata-se de um conto baseado em "causo" interiorano sobre um rapaz conquistador dono de um passado obscuro chamado Zé Fernandes que em plena Sexta-feira santa não vai à procissão e se depara com algo sombrio relacionado às suas experiências anteriores.
Esteticamente belo, o curta ainda conta com boas atuações e uma estrutura narrativa sólida, que só peca no final um tanto súbito. (Avaliação: 3,5 estrelas em 5)
Gato (Brasil, 2009, 20 minutos). Dirigido por Joel Caetano
Talvez o melhor curta exibido hoje, o filme de Caetano é espirituoso ao máximo, e foram vários os momentos de risadas ouvidos na sessão. Trabalhando com um roteiro estranhíssimo, "Gato" conta a trajetória de um homem deprimido com o término de seu relacionamento que encontra em seu gato um amigo fiel (ou não). Estrelado por Caetano, que se sai bem melhor como diretor (hehe), o filme conta com o uso de um humor negro inteligentíssimo, que se mostrou correto considerando a bizarrice da história. Só peca pela cena pós-créditos, que achei desnecessária. (Avaliação: 4 estrelas em 5)
Estranha (Brasil, 2011, 11 minutos). Dirigido por Joel Caetano
Investindo no experimentalismo, o curta também dirigido por Joel Caetano apresenta escolhas esteticamente interessantes, mas que narrativamente afastam o espectador da trama, ao se apresentar confuso e desconexo, que até incomodava em alguns momentos. (Avaliação: 2 estrelas em 5)
Encosto (Brasil, 2013, 7 minutos). Dirigido por Joel Caetano
Explorando as religiões afro-brasileiras, o curta é até eficaz no choque causado pelo final "surpresa", mas devido a sua curtíssima duração não cria empatia com o protagonista, nem permite que entremos no clima de suspense para tornar a última cena mais eficiente. (Avaliação: 3 estrelas em 5)
Estrela Radiante (Brasil, 2013, 25 minutos). Dirigido por Fabiana Servilha
Eficiente e belamente filmado (aquela cena com o pôr do sol ao fundo é
de uma beleza singular), o curta de Servilha consegue imprimir medo e ao
mesmo tempo funciona como alegoria, no que, para mim, representou os
perigos do isolamento, além de me lembrar a trama de "The Tommyknockers"
livro de Stephen King, e do triste caso da contaminação por Césio-137
ocorrida no Brasil. (Avaliação: 4 estrelas em 5)
quarta-feira, 2 de abril de 2014
A vida imita a morte: Os terríveis assassinos reais que inspiraram o cinema
Duas coisas das quais ninguém duvida é que a vida imita a arte e a
arte imita a vida. O pior exemplo desse fato acontece nos crimes. Quem
não se lembra de algum famoso crime cujo responsável alegou inspiração
em algum grande clássico do cinema ou em algum vilão famoso nos filmes?
Temos, por exemplo, o maníaco que tentou assassinar o presidente dos
Estados Unidos Ronald Reagan, alegando se identificar com o protagonista de Taxi Driver (1976) e obcecado por Jodie Foster, ou mesmo Eric Harris e Dylan Klebold, que massacraram doze alunos e um professor num colégio em Columbine no ano de 1999, ambos fãs ardorosos do filme Assassinos por Natureza (1994).
Mas também ocorre o processo inverso, e ficamos boquiabertos quando
descobrimos que crimes tão bem filmados em cena tiveram, na verdade, sua
base em crimes reais – seres humanos frequentemente marcados por
infâncias traumáticas e desprovidos de qualquer empatia com o próximo.
Que tal conhecer os mais famosos serial killers que tiveram sua história impressa também em película?
Andrei Chikatilo
Também conhecido como “O Monstro de Rostov” ou “Açougueiro Russo”, o russo Chikatilo aparentemente cansou da vida de professor infantil e vendedor de loja e começou a matar, em geral, mulheres e crianças. Mesmo casado, começou a sentir prazer em suas tentativas de estupro e assassinato, foi preso por abuso sexual, mas executado somente bem mais tarde. Seus métodos envolviam oferecer doces às crianças e dinheiro às mulheres (geralmente prostitutas) para em seguida esfaqueá-las e/ou sufocá-las. O número confirmado de vítimas chega a 52 mortes.
Também conhecido como “O Monstro de Rostov” ou “Açougueiro Russo”, o russo Chikatilo aparentemente cansou da vida de professor infantil e vendedor de loja e começou a matar, em geral, mulheres e crianças. Mesmo casado, começou a sentir prazer em suas tentativas de estupro e assassinato, foi preso por abuso sexual, mas executado somente bem mais tarde. Seus métodos envolviam oferecer doces às crianças e dinheiro às mulheres (geralmente prostitutas) para em seguida esfaqueá-las e/ou sufocá-las. O número confirmado de vítimas chega a 52 mortes.
Culpado por: assassinato, estupro, abuso sexual, tentativas de homicídio.
Sentença: Executado (1994).
No cinema: protagonista dos filmes pouco vistos Evilenko (2004) e Citizen X (2002)
Albert Henry DeSalvo
Apelidado de “O Estrangulador de Boston”, DeSalvo, nascido em 1931, era especialista em criar armadilhas para animais e foi o responsável por 13 assassinatos confirmados. Geralmente abusava de mulheres (das mais variadas idades, de 19 a 85 anos) e as estrangulava com roupas das mesmas. Vez ou outra matava com facadas e espancamento. O mais curioso é que em nenhum dos casos havia sinal de arrombamento nas casas das vítimas. Acabou fugindo do hospício onde estava internado, sendo recapturado no dia seguinte. Outra curiosidade é que a autenticidade dos crimes nunca foi confirmada (até o ano de 2013) – alguns inclusive suspeitavam que Albert DeSalvo tenha assumido alguns crimes que ele mesmo não tinha cometido. Além das mortes, há inúmeros outros casos de estupro atribuídos a DeSalvo, com estimativas que chegam a 300 casos.
Apelidado de “O Estrangulador de Boston”, DeSalvo, nascido em 1931, era especialista em criar armadilhas para animais e foi o responsável por 13 assassinatos confirmados. Geralmente abusava de mulheres (das mais variadas idades, de 19 a 85 anos) e as estrangulava com roupas das mesmas. Vez ou outra matava com facadas e espancamento. O mais curioso é que em nenhum dos casos havia sinal de arrombamento nas casas das vítimas. Acabou fugindo do hospício onde estava internado, sendo recapturado no dia seguinte. Outra curiosidade é que a autenticidade dos crimes nunca foi confirmada (até o ano de 2013) – alguns inclusive suspeitavam que Albert DeSalvo tenha assumido alguns crimes que ele mesmo não tinha cometido. Além das mortes, há inúmeros outros casos de estupro atribuídos a DeSalvo, com estimativas que chegam a 300 casos.
Culpado por: abuso sexual, estupro, assassinato, roubo, arrombamento, furto.
Sentença: Internação em manicômio judicial, e após uma
fuga enviado para uma prisão de segurança máxima em 1967, sendo
assassinado seis anos depois na cadeia.
No cinema: Tony Curtis interpreta o assassino no antigo filme O Homem que Odiava as Mulheres (1968).
Aileen Wuornos
Considerada por alguns como a maior assassina mulher dos Estados Unidos, Aileen Carol Pittman teve uma infância problemática, com rupturas familiares e abandonada pela mãe, sendo criada pelos avós, e abusada pelo vovô. Costumava se automutilar e engravidou do irmão em 1970, se tornou prostituta alguns anos mais tarde. Frequentava ambientes lésbicos e manteve um relacionamento sério com Tyra Moore por quatro anos. Mais tarde levava uma pistola na bolsa quando ia se prostituir. Alegava que o comportamento violento dos homens que eram seus clientes acabou por motivar os assassinatos, sendo sete casos confirmados.
Considerada por alguns como a maior assassina mulher dos Estados Unidos, Aileen Carol Pittman teve uma infância problemática, com rupturas familiares e abandonada pela mãe, sendo criada pelos avós, e abusada pelo vovô. Costumava se automutilar e engravidou do irmão em 1970, se tornou prostituta alguns anos mais tarde. Frequentava ambientes lésbicos e manteve um relacionamento sério com Tyra Moore por quatro anos. Mais tarde levava uma pistola na bolsa quando ia se prostituir. Alegava que o comportamento violento dos homens que eram seus clientes acabou por motivar os assassinatos, sendo sete casos confirmados.
Culpada por: assassinato e roubo.
Sentença: Condenada à morte e executada por injeção letal em 2002
No cinema: A bela Charlize Theron interpreta Aileen, papel que deu a ela o Oscar de melhor atriz no ano seguinte, pelo filme Monster – Desejo Assassino (2003).
Albert Fish
Hamilton Albert Fish foi um dos piores assassinos já
existentes. Mais um dos que tiveram uma infância problemática, Fish
perdeu o pai aos cinco anos e sua mãe o mandou para um orfanato por
falta de um emprego, onde ele era frequentemente agredido. Mais tarde,
descobriu prazer nas agressões, e além disso começou a praticar
coprofagia e a beber urina. Teve relações homossexuais diversas e depois
de casado e com filhos, passou a molestar sexualmente meninos e
meninas, a maioria deles com menos de dez anos de idade. Quase idoso,
Fish passou a trabalhar como pintor de casas, a oportunidade perfeita
para continuar seus ataques pedófilos. Tendo passado pela prisão
diversas vezes, seu crime mais famoso é o assassinato hediondo de Grace Budd, onde confessou ter molestado a menina e comido sua carne.
Culpado por: abuso sexual, sequestro e assassinato.
Sentença: Condenado à morte, na cadeira elétrica em 1936.
No cinema: Gerou vários documentários e pequenos filmes, como Gray Man (2007). No entanto, o filme mais famoso é O Silêncio dos Inocentes (1991) no qual o antagonista Hannibal Lecter tem seu principal aspecto baseado ligeiramente em Fish, o canibalismo.
Charles Manson
Charles Milles Manson, nascido em 1934, é um dos mais
assassinos mais conhecidos pelo mundo, devido à exposição de seus
crimes. Usava e vendia drogas, era violento e cometia espancamentos
mesmo adolescente. Desde a infância assíduo frequentador de
reformatórios juvenis, ficou preso um longo tempo e quando saiu da
cadeia, em 1967, não demorou para que ele fundasse uma comunidade
alternativa baseada no amor livre, em pleno auge da era “paz e amor”. Costumava dizer que era Jesus Cristo reencarnado e acreditava em mensagens escondidas nas letras dos Beatles. Fracassado em sua carreira como músico, Manson explorou o lançamento do álbum dos Beatles, The Beatles, onde Manson via mensagens que indicavam uma “guerra racial”
que só existia na cabeça dele, onde brancos se revoltariam contra
negros a partir de crimes cometidos por sua legião. O mais famoso deles
aconteceu em agosto de 1969, onde durante duas noites Manson e seus
seguidores invadiram duas mansões e mataram com requintes de crueldade
vários famosos, entre eles a atriz Sharon Tate, então grávida e esposa de Roman Polanski, escrevendo com o sangue dos mortos frases em portas e paredes, como “Morte aos porcos”, “Helter Skelter” e “Levantem-se”.
Culpado por: tráfico de drogas, agressão física, assaltos, exploração da prostituição, diversos assassinatos.
Sentença: Prisão perpétua. Manson continua preso na California.
No cinema: O assassino foi levado ao cinema em vários filmes como no semi-documental Helter Skelter (2004).
Charles Starkweather
Starkweather era um adolescente solitário e deprimido quando conheceu sua namorada, Caril Ann Fugate, então com 14 anos e ele com 17. Uma linda história de amor, não? Porém, durante um período de dois meses no ano de 1958 começando com os assassinatos de vários membros da família de Caril Ann, o casal roubou um carro e em sua jornada de fuga matou várias pessoas pelo caminho, por tiro de rifle ou facadas. Os dois foram presos.
Starkweather era um adolescente solitário e deprimido quando conheceu sua namorada, Caril Ann Fugate, então com 14 anos e ele com 17. Uma linda história de amor, não? Porém, durante um período de dois meses no ano de 1958 começando com os assassinatos de vários membros da família de Caril Ann, o casal roubou um carro e em sua jornada de fuga matou várias pessoas pelo caminho, por tiro de rifle ou facadas. Os dois foram presos.
Culpado por: vários assassinatos.
Sentença: Executado na prisão no ano seguinte ao de sua prisão. Caril Ann ficou detida por 17 anos e depois foi libertada.
No cinema: Terrence Malik, o diretor por trás de filmes indicados ao Oscar como A Árvore da Vida (2011) e Atrás da Linha Vermelha (1998) levou a história de Starkweather e sua namorada em seu filme de estreia, Terra de Ninguém (1973). Oliver Stone filmou um roteiro bastante inspirado nos crimes de Charles, o clássico Assassinos por Natureza (1994), filmando um casal violento e apaixonado.
David Berkowitz
Conhecido como “O Filho de Sam”, Berkowitz usava uma pistola calibre 44 em seus crimes, cometeu assassinatos no quente verão novaiorquino de 1976. Atirava de longe, sem chance de defesa para as vítimas, com seis mortes confirmadas. Antes disso, em 1971 aprendeu a atirar quando servia no exército e cometeu diversos ataques sexuais em 1975. Quando foi preso, em 77, alegou que seguia ordens do cachorro do vizinho, que estaria possuido por um demônio.
Conhecido como “O Filho de Sam”, Berkowitz usava uma pistola calibre 44 em seus crimes, cometeu assassinatos no quente verão novaiorquino de 1976. Atirava de longe, sem chance de defesa para as vítimas, com seis mortes confirmadas. Antes disso, em 1971 aprendeu a atirar quando servia no exército e cometeu diversos ataques sexuais em 1975. Quando foi preso, em 77, alegou que seguia ordens do cachorro do vizinho, que estaria possuido por um demônio.
Culpado por: várias tentativas de assassinato e seis homícidios.
Sentença: Prisão perpétua, David continua preso em Nova Iorque.
No cinema: O filme O Verão de Sam (1999) de Spike Lee,
centra a trama não exatamente no assassino, mas sim na atmosfera de
medo e paranoia criada na região onde o maníaco atuava. O filme conta
com atuações de John Leguizamo e do ganhador do Oscar Adrien Brody.
Ed Gein
Um dos mais conhecidos maníacos, e que inspirou o maior número de escritores e cineastas, Gein foi um assassino e também um violador de túmulos, de onde tirava os corpos e guardava alguns pedaços de corpos, algumas partes ele usava para construir utensílios domésticos, adornos e roupas femininas, e fazia sexo com alguns cadáveres. Costumava se vestir com as roupas criadas e dançar sozinho na sua casa. Usava um crânio como tigela de sopa. Conversava com a mãe morta, que em vida era uma fanática religiosa e espancava Gein. Teve dois assassinatos confirmados e foi suspeito de mais seis, entre os anos de 1947 e 1957.
Um dos mais conhecidos maníacos, e que inspirou o maior número de escritores e cineastas, Gein foi um assassino e também um violador de túmulos, de onde tirava os corpos e guardava alguns pedaços de corpos, algumas partes ele usava para construir utensílios domésticos, adornos e roupas femininas, e fazia sexo com alguns cadáveres. Costumava se vestir com as roupas criadas e dançar sozinho na sua casa. Usava um crânio como tigela de sopa. Conversava com a mãe morta, que em vida era uma fanática religiosa e espancava Gein. Teve dois assassinatos confirmados e foi suspeito de mais seis, entre os anos de 1947 e 1957.
Culpado por: assassinato
Sentença: Reclusão em hospital psiquiátrico.
No cinema: Em O Massacre da Serra Elétrica (1974) Leatherface foi inspirado em Gein; em O Silêncio dos Inocentes (1991) o assassino Buffalo Bill lembra o modus operandi do criminoso e Robert Bloch escreveu o romance Psicose baseado em Gein, onde Norman Bates tem a mesma obsessão com a mãe morta que Gein. Já em Deranged (1974), o assassino fictício Ezra Cobb é a encarnação em película do maníaco.
Henry Lee Lucas
Henry Lucas foi um assassino em série americano culpado
por 11 mortes. Depois de preso, confessou mais de 60 mortes. Morreu na
prisão em 2001 de causas naturais. Sua última vítima foi sua própria
namorada, Becky, sobrinha de seu parceiro nos crimes, Otis Toole.
Culpado por: diversos assassinatos
Sentença: Prisão perpétua, morto em 2001.
No cinema: Muitos conhecem o pesado thriller Henry – Retrato de um Assassino (1986), onde Michael Rooker
interpreta com realismo absurdo os crimes reais do assassino. Polêmico,
o filme foi lançado no Brasil apenas em 1992 e no Reino Unido apenas em
2003, com cortes.
Ivan Marko Milat
O Assassino de Mochileiros australiano cometeu sabe-se lá quantos assassinatos e é suspeito de inúmeros desaparecimentos. Ele matava por estrangulamento, facadas, tiros de rifle, não sem antes abusar sexual e psicologicamente das vítimas. Depois de mortas, decapitava e praticava tiro ao alvo com as cabeças. Cometeu os crimes entre 89 e 92, ao redor das florestas de Belangolo, na Austrália. Nunca chegou a confessar os crimes.
O Assassino de Mochileiros australiano cometeu sabe-se lá quantos assassinatos e é suspeito de inúmeros desaparecimentos. Ele matava por estrangulamento, facadas, tiros de rifle, não sem antes abusar sexual e psicologicamente das vítimas. Depois de mortas, decapitava e praticava tiro ao alvo com as cabeças. Cometeu os crimes entre 89 e 92, ao redor das florestas de Belangolo, na Austrália. Nunca chegou a confessar os crimes.
Culpado por: vários assassinatos
Sentença: Prisão perpétua.
No Cinema: O filme Wolf Creek – Viagem ao Inferno
(2005) é um retrato realista e perturbador dos crimes praticados por
Milat, quando um grupo de mochileiros recebe a ajuda de um estranho,
porém simpático caipira quando o carro deles quebra no meio da estrada.
Jack, o Estripador
Um dos mais famosos criminosos da história, Jack foi o responsável por matar e estripar os corpos de prostitutas nas regiões pobres de Londres em 1888. Sua identidade nunca foi descoberta, pois parou de matar após a quinta vítima.
Um dos mais famosos criminosos da história, Jack foi o responsável por matar e estripar os corpos de prostitutas nas regiões pobres de Londres em 1888. Sua identidade nunca foi descoberta, pois parou de matar após a quinta vítima.
Nunca foi detido
No cinema: Tendo povoado o imaginário popular por décadas até hoje, a figura de Jack apareceu no filme Do Inferno (2001) com Johnny Depp e Heather Graham.
Jeffrey Dahmer
O “Canibal de Milwaukee”, como ficou conhecido, matou 17 homens e garotos entre os anos de 78 e 91, além de ter cometido vários outros crimes de cunho sexual. Frequentava bares gays e encontrava lá suas vítimas, levando-as para casa e as drogando. Praticava necrofilia e canibalismo com os cadáveres. Seu sonho era criar um escravo sexual pingando ácido dentro da cabeça das vítimas. Foi preso em 1991 e morto em 1994.
O “Canibal de Milwaukee”, como ficou conhecido, matou 17 homens e garotos entre os anos de 78 e 91, além de ter cometido vários outros crimes de cunho sexual. Frequentava bares gays e encontrava lá suas vítimas, levando-as para casa e as drogando. Praticava necrofilia e canibalismo com os cadáveres. Seu sonho era criar um escravo sexual pingando ácido dentro da cabeça das vítimas. Foi preso em 1991 e morto em 1994.
Culpado por: diversos assassinatos
Sentença: Prisão perpétua, morto por espancamento na cadeia em 94.
No cinema: Foi adaptado para o cinema duas vezes, em Dahmer – Mente Assassina (2002) e Copycat – A Vida imita a morte (2005). O primeiro explora as raízes psicológicas do bandido, revelando sua alienação e solidão.
John Wayne Gacy
Conhecido como o “Palhaço Assassino”, Gacy foi o responsável por, pelo menos, 33 estupros seguidos de morte de garotos, crimes ocorridos entre 72 e 78 na cidade de Chicago. Matava por estrangulamento e enterrou alguns dos corpos no terreno ao lado de sua casa.
Conhecido como o “Palhaço Assassino”, Gacy foi o responsável por, pelo menos, 33 estupros seguidos de morte de garotos, crimes ocorridos entre 72 e 78 na cidade de Chicago. Matava por estrangulamento e enterrou alguns dos corpos no terreno ao lado de sua casa.
Culpado por: estupro e assassinato
Sentença: Pena de morte, executado com injeção letal em 1994.
No cinema: Clive Saunders dirigiu o pequeno e desconhecido filme feito direto para vídeo Gacy (2003) e existe ainda um filme menos conhecido, o canadense Dear Mr. Gacy (2010) que enfoca o relacionamento entre o jovem estudante Jason Moss e o objeto de sua obsessão, o assassino John Gacy.
Peter Kürten
O Vampiro de Düsseldorf nasceu em Mülheim, Alemanha, em 1883. Ainda criança, entre os seis e nove anos de idade já matava e mutilava animais como cachorros e sapos. Em 1892 afogou dois coleguinhas jogando-os no rio. Quando adolescente, fazia ataques sexuais contra animais de porte médio, como ovelhas, além de abusar de suas irmãs, tal como seu pai fazia. Foi preso algumas vezes por roubo e tentativas de estupro. Em 1929 matou 11 pessoas na região de Düsseldorf, mas é possível que tenha matado ainda mais. Atacava, sexualmente ou não, mulheres e crianças, com facadas e também por asfixia. Confessou após ser preso ter bebido o sangue de pelo menos uma de suas vítimas.
O Vampiro de Düsseldorf nasceu em Mülheim, Alemanha, em 1883. Ainda criança, entre os seis e nove anos de idade já matava e mutilava animais como cachorros e sapos. Em 1892 afogou dois coleguinhas jogando-os no rio. Quando adolescente, fazia ataques sexuais contra animais de porte médio, como ovelhas, além de abusar de suas irmãs, tal como seu pai fazia. Foi preso algumas vezes por roubo e tentativas de estupro. Em 1929 matou 11 pessoas na região de Düsseldorf, mas é possível que tenha matado ainda mais. Atacava, sexualmente ou não, mulheres e crianças, com facadas e também por asfixia. Confessou após ser preso ter bebido o sangue de pelo menos uma de suas vítimas.
Culpado por: abuso sexual, roubo e assassinatos, também provocou incêndios em casas e outras tentativas de assassinato.
Sentença: Preso em 1930 e executado em 1931.
No cinema: O clássico do expressionismo alemão e um dos primeiros “horrores” produzidos pela sétima arte, M – O Vampiro de Düsseldorf segue o assassino de crianças Hans Becker, embora o diretor Fritz Lang tenha negado influência do caso de Peter em seu filme. Em Copycat (1995) um assassino se autodenomina Peter Kuerten (sic).
Ted Bundy
Sua mãe era muito nova quando engravidou dele, e até a adolescência achou que sua mãe era uma irmã mais velha, sendo criado pelos avós. Ficou mais distante da família e começou a matar com 15 anos de idade. O sujeito era boa-pinta, o que facilitava sua aproximação com seu alvo predileto: mulheres jovens, bonitas e de cabelos escuros. Oferecia carona ou paquerava em bares e ruas. Usava como arma um porrete ou uma faca, às vezes matava por estrangulamento. Matou no período entre 74 e 78, e sabe-se que ele também estuprou e tenha praticado necrofilia com algumas das vítimas. Costumava também revisitar o local dos crimes para relembrar a experiência.
Sua mãe era muito nova quando engravidou dele, e até a adolescência achou que sua mãe era uma irmã mais velha, sendo criado pelos avós. Ficou mais distante da família e começou a matar com 15 anos de idade. O sujeito era boa-pinta, o que facilitava sua aproximação com seu alvo predileto: mulheres jovens, bonitas e de cabelos escuros. Oferecia carona ou paquerava em bares e ruas. Usava como arma um porrete ou uma faca, às vezes matava por estrangulamento. Matou no período entre 74 e 78, e sabe-se que ele também estuprou e tenha praticado necrofilia com algumas das vítimas. Costumava também revisitar o local dos crimes para relembrar a experiência.
Culpado por: mais de 30 assassinatos e estupros.
Sentença: Pena de morte, executado em 1989 na cadeira elétrica. Por ironia, o carrasco era uma mulher.
No cinema: o filme independente Ted Bundy
(2002) relata de maneira semi-biográfica o aspecto psicológico do
assassino, com poucas cenas de gore. Já o criminoso principal de O Silêncio dos Inocentes (1991) aborda suas vítimas de maneira parecida e inspirada por Bundy.
Zodíaco
Apelidado como “Zodíaco”, o assassino nunca descoberto cometeu uma serie de crimes entre os anos de 68 e 69, no Sul da California. Quando uma mulher conseguiu escapar de um ataque, ela o denunciou à policia e fez um retrato-falado, e os ataques pararam. O criminoso ligava para a polícia dando detalhes sobre os crimes, e mandava anagramas dificílimos de serem resolvidos. Matava com punhal e a tiros. Chegou a ameaçar por carta explodir um ônibus escolar, algo que nunca se concretizou. Após tanto tempo, acredita-se que a identidade de “Zodíaco” nunca será descoberta e que o mesmo já tenha morrido.
Apelidado como “Zodíaco”, o assassino nunca descoberto cometeu uma serie de crimes entre os anos de 68 e 69, no Sul da California. Quando uma mulher conseguiu escapar de um ataque, ela o denunciou à policia e fez um retrato-falado, e os ataques pararam. O criminoso ligava para a polícia dando detalhes sobre os crimes, e mandava anagramas dificílimos de serem resolvidos. Matava com punhal e a tiros. Chegou a ameaçar por carta explodir um ônibus escolar, algo que nunca se concretizou. Após tanto tempo, acredita-se que a identidade de “Zodíaco” nunca será descoberta e que o mesmo já tenha morrido.
Nunca foi detido
No cinema: Em Perseguidor Implacável (1971) o criminoso é inspirado no assassino real. Já no thriller concebido por David Fincher, Zodíaco (2007), baseado no livro de Robert Graysmith, o roteiro segue dois investigadores e um cartunista na caçada pelo serial killer.
NOTA: Artigo também publicado no Boca do Inferno
quinta-feira, 6 de março de 2014
À Meia-noite levarei sua alma
À Meia-noite Levarei sua Alma (Brasil, 1964)
Diretor: José Mojica Marins
Elenco: José Mojica Marins (Zé do Caixão/Josefel Zanatas), Magda Mei (Terezinha), Nivaldo Lima (Antonio), Valeria Vasquez (Lenita), Ilídio Martins Simões (Dr. Rodolfo (como Ilídio Martins)), Antonio Marins (Seu Francisco), Laércio Laurelli (voz dublada de Zé do Caixão), Arildo Iruam, Graveto, Robinson Aielo, Avelino Morais, Luana, Leandro Vieira, Mário Lima.
SINOPSE: O cruel e sádico coveiro Zé do Caixão, temido e odiado pelos moradores de uma cidadezinha do interior está obcecado em conseguir gerar o filho perfeito, aquele que possa dar continuidade ao seu sangue. A sua mulher não consegue engravidar e ele acredita que a namorada do seu melhor amigo é a mulher ideal que procura. Violada por Zé do Caixão, a moça quer cometer suicídio para regressar do mundo dos mortos e levar a alma daquele que a violou. A saga de Zé do Caixão continuará em Esta noite encarnarei no teu cadáver.
Zé do Caixão é um agente funerário de um pequeno vilarejo interiorano no Brasil, sua vida gira em torno de gerar o filho perfeito, já que do seu ponto de vista é a única maneira de obter a imortalidade, já que despreza toda e qualquer crença no invisível e no sobrenatural. Enquanto busca seu objetivo, desafia a fé católica, causa medo no povo da cidade e deixa um rastro de violência e mortes.
Diretor: José Mojica Marins
Elenco: José Mojica Marins (Zé do Caixão/Josefel Zanatas), Magda Mei (Terezinha), Nivaldo Lima (Antonio), Valeria Vasquez (Lenita), Ilídio Martins Simões (Dr. Rodolfo (como Ilídio Martins)), Antonio Marins (Seu Francisco), Laércio Laurelli (voz dublada de Zé do Caixão), Arildo Iruam, Graveto, Robinson Aielo, Avelino Morais, Luana, Leandro Vieira, Mário Lima.
SINOPSE: O cruel e sádico coveiro Zé do Caixão, temido e odiado pelos moradores de uma cidadezinha do interior está obcecado em conseguir gerar o filho perfeito, aquele que possa dar continuidade ao seu sangue. A sua mulher não consegue engravidar e ele acredita que a namorada do seu melhor amigo é a mulher ideal que procura. Violada por Zé do Caixão, a moça quer cometer suicídio para regressar do mundo dos mortos e levar a alma daquele que a violou. A saga de Zé do Caixão continuará em Esta noite encarnarei no teu cadáver.
Zé do Caixão é um agente funerário de um pequeno vilarejo interiorano no Brasil, sua vida gira em torno de gerar o filho perfeito, já que do seu ponto de vista é a única maneira de obter a imortalidade, já que despreza toda e qualquer crença no invisível e no sobrenatural. Enquanto busca seu objetivo, desafia a fé católica, causa medo no povo da cidade e deixa um rastro de violência e mortes.
Se hoje a
repugnância moral do personagem Zé do Caixão não tem o mesmo
efeito, devido à decadência da maioria das religiões, e ao fato de
o próprio Zé ter se tornado uma caricatura não só fora do cinema,
mas no próprio universo diegético, devido aos seus exageros de
interpretação, é certo que se olharmos tomando o ponto de vista da
época, é possível imaginar o enorme impacto que À Meia-noite
levarei sua alma teve no público
que foi assistir ao filme nos cinemas.
Com Mojica demonstrando
coragem e inovação ao construir um vilão que se apresenta
completamente avesso às religiões e à alienação do povo, é curioso ao mesmo tempo constatar que o motto de Zé do Caixão não serve para incitar uma libertação popular, já que o sujeito causa completo medo no vilarejo em que mora, e além disso é extremamente violento e machista, já que não hesita em torturar a mulher quando esta não consegue lhe dar filhos, que é o objetivo principal de Zé durante toda a sua saga, a continuidade do sangue, e da mesma maneira, também assassina o melhor amigo e violenta a noiva dele, sendo perseguido no desfecho pelos seus fantasmas, revelando finalmente o aspecto sobrenatural que o filme não havia mostrado até então.
completamente avesso às religiões e à alienação do povo, é curioso ao mesmo tempo constatar que o motto de Zé do Caixão não serve para incitar uma libertação popular, já que o sujeito causa completo medo no vilarejo em que mora, e além disso é extremamente violento e machista, já que não hesita em torturar a mulher quando esta não consegue lhe dar filhos, que é o objetivo principal de Zé durante toda a sua saga, a continuidade do sangue, e da mesma maneira, também assassina o melhor amigo e violenta a noiva dele, sendo perseguido no desfecho pelos seus fantasmas, revelando finalmente o aspecto sobrenatural que o filme não havia mostrado até então.
Muito hábil ao se aproximar da estética americana ao ter um cuidado
especial na construção de cenários e suspense, mas ao mesmo tempo
não deixando de lado a cultura e as crendices nacionais, Mojica cria
genuinamente o primeiro horror nacional, bem montado, apesar de todas
as dificuldades financeiras, e que se torna fundamental para qualquer
um que queira entender a história do cinema brasileiro, ainda que
pouco valorizado e explorado neste gênero tão fantástico (com o
perdão do trocadilho).
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