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quinta-feira, 28 de julho de 2016

Planeta Terror (2007)

Planeta Terror (Planet Terror, EUA, 2007)
Direção: Robert Rodriguez
Roteiro: Robert Rodriguez
Elenco: Rose McGowan (Cherry Darling), Marley Shelton (Dr. Dakota Block), Freddy Rodriguez (El Wray), Bruce Willis (Tenente Muldoon), Michael Biehn (Xerife Hague), Josh Brolin (Dr. Block), Rebel Rodriguez (Tony Block), Jeff Fahey (J.T.), Naveen Andrews (Abby), Julio Oscar Mechoso (Romy), Fergie (Tammy), Nicky Katt (Joe), Hung Nguyen (Dr. Crane), Cecilia Conti (Paramedica Cecil), Tommy Nix (Paramedico Nixon), Tom Savini (Policial Tolo), Carlos Gallardo (Policial Carlos), Skip Reissig (Skip), Electra Avellan (Babá 1), Elise Avellan (Babá 2), Quentin Tarantino (Estuprador 1), Gregory Kelly (Estuprador 2), Troy Robinson (Soldado), Felix Sabates (Soldado), Danny Trejo (Machete/ trailer Machete), Cheech Marin (Padre/Trailer Machete).
SINOPSE: O casal de médicos William (Josh Brolin) e Dakota Block (Marley Shelton) é surpreendido no hospital por uma multidão de homens e mulheres cheios de feridas e mutilações, que vagam com um suspeito olhar perdido. Entre eles está Cherry (Rose McGowan), uma dançarina de boate cuja perna foi arrancada num ataque noturno. Com uma metralhadora no lugar da perna decepada, ela vai liderar, acompanhada por El Wray (Freddy Rodríguez), um exército de inválidos assassinos.


Embora possamos afirmar que o projeto Grindhouse, dos cineastas Quentin Tarantino e Robert Rodriguez, não tenha atingido seu objetivo original - incluindo aí um baixo desempenho nas bilheterias - é igualmente inegável que a parceria, ao mesmo tempo ambiciosa e simples em seu conceito, foi capaz de ser vitrine de boas ideias, demonstradas através dos trailers falsos que permeavam os dois longas na proposta original (alguns dos quais viraram longas), e também a produção de dois filmes no mínimo interessantes. Prestando homenagem ao cinema drive-in e ao gênero exploitation em específico, Planeta Terror é também uma revitalização do subgênero zumbis, uma vez que seu roteiro original foi escrito anos antes da explosão que os mortos-vivos tiveram nos anos 2000. Filmado em película e com um trabalhoso processo de deixá-lo com aspecto de filme antigo e danificado, o longa-metragem de Rodriguez também leva a sério a forma independente de se fazer cinema, com Rodriguez assinando, além da direção, o roteiro, montagem, música, supervisão de efeitos especiais e direção de fotografia, além da operação de câmera (ufa!). O controle sobre todo o processo ajudou a transformar Planeta Terror num produto autoral e que funciona bem, mesmo se desvencilharmos a obra de Grindhouse.

Apresentando-nos primeiramente aos personagens antes de qualquer desenvolvimento, a trama, que se passa no Texas, é centrada na dançarina de boate Cherry (McGowan), que, após pedir demissão e sofrer um acidente na estrada, vai afogar suas mágoas na churrascaria de J.T. (Fahey), onde encontra por acaso o misterioso Wray (Rodriguez) com quem teve um caso mal resolvido no passado. Nesse meio tempo Abby (Andrews), um engenheiro bioquímico, parece ter negócios muito escusos com um batalhão de soldados liderado pelo Tenente Muldoon (Willis). Ainda há espaço no roteiro para uma nada saudável relação de casal entre a anestesista Dakota (Shelton) e o Dr. Block (Brolin), e para policiais nada eficientes (Biehn, Savini e Gallardo). Todos se veem em apuros quando uma invasão de zumbis se propaga na cidade, devido ao vazamento de um estranho gás no início do filme. Diante disso, os personagens acabam se unindo para achar a cura e destruir os zumbis que aparecerem no caminho.
Embora a trama acima não pareça apresentar nada de novo, e se o excesso de personagens não permite que nenhum deles seja desenvolvido com mais cuidado, o cineasta Rodriguez recheia o roteiro de situações hilárias e de diálogos impagáveis, além de conferir uma ótima fluidez através da montagem que também presta homenagem às produções antigas. E para dar vida a personagens que soam propositadamente como caricaturas, o elenco não poderia ser melhor, destacando-se a boa química entre McGowan e Rodriguez, bem como a divertida atuação de Fahey que acaba criando o papel mais querido do longa. Ainda há elementos tão exagerados, como uma metralhadora no lugar de uma perna amputada, que não funcionariam caso o longa se levasse a sério.

Prestando atenção igualmente ao gore, Rodriguez também não decepciona quando o assunto são nojeiras, destacando-se nesse aspecto a carnificina que ocorre no hospital local. E se o terceiro ato do longa acaba soando arrastado, em sua maior parte Planeta Terror é um daqueles filmes simples e propositadamente ruins cada vez mais raros, mas que justamente em função de sua auto-indulgência é capaz de proporcionar um excelente entretenimento para fãs de horror.


sábado, 28 de maio de 2016

All Cheerleaders Die (2013)

All Cheerleaders Die (All Cheerleaders Die, EUA, 2013)
Direção: Lucky McKee, Chris Sivertson
Roteiro: Lucky McKee, Chris Sivertson
Elenco: Sianoa Smit-McPhee (Leena), Caitlin Stasey (Maddy), Sidney Allison (Brooke), Shay Astar (Sra. Wolf), Nadia Boceski (Kayle), Michael Bowen (Larry), Brooke Butler (Tracy), Amanda Grace Cooper (Hanna Popkin), Jesse Hublik (Professor), Felisha Cooper (Alexis), Reanin Johannink (Martha Popkin), Mike McKee (Treinador Wolf), Leigh Parker (Manny), Chris Petrovski (George Shank), Jordan Wilson (Vik), Tom Williamson (Terry), Callan Mielnik (Cheerleader), Dallas (Madeleine).
SINOPSE: Na trama uma garota rebelde se úne a um grupo de líderes de torcida para derrubar o capitão do time de futebol, mas após uma estranha reviravolta nos eventos, as garotas são jogadas em uma batalha sobrenatural em uma noite que jamais esquecerão.








Convenhamos. O gênero feminino no cinema de horror nunca teve uma representação adequada. Salvas raras exceções (Pânico, Alien vêm a mente), a mulher, mesmo nas clássicas final girls dos anos 80, é de maneira frequente, pobremente caracterizada, e as eventuais heroínas do terror são geralmente aquelas que reforçam estereótipos, como as virgens ou as que têm que se masculinizar para atingirem seus objetivos. Entre várias causas para isso, podemos, talvez, apontar a falta de diretoras no cinema em geral, e a comodidade dos realizadores em reforçar convenções já saturadas. Não é o caso, certamente, de Lucky McKee, cineasta independente que já havia trazido contribuições originais para o cinema e para personagens femininos com o cult May – Obsessão Assassina (2002), o filme de bruxas A Floresta (2006) e com o nada sutil de The Woman – Nem Todo Monstro Vive na Selva (2011). Portanto, já esperávamos algo diferenciado quando All Cheerleaders Die, dirigido por McKee e seu amigo Chris Sivertson (Eu sei quem me Matou) teve sua passagem por festivais (inclusive no Brasil) em 2013. Primeira comédia de McKee após quatro longas pesados, o filme na verdade é um remake homônimo de um lançamento de 2001 feito diretamente para vídeo e de forma modestíssima após McKee e Sivertson saírem da faculdade de cinema.



Apostando numa premissa facilmente reconhecível pelo público já acostumado ao universo americano dos colégios, do football e das cheerleaders, o longa segue Maddy Killian (Stasey), uma colegial meio rebelde que durante um trabalho de classe decide filmar a curiosa fauna da escola. Entre nerds, machões e garotas populares, Maddy segue a rotina de Alexis (Cooper), uma líder de torcida popularíssima que tem um trágico fim durante uma de suas performances. Decidida a prestar uma espécie de tributo à falecida e também a executar uma vingança contra o capitão do time de futebol, Terry (Williamson) cujo motivo logo identificamos, Maddy consegue entrar para a equipe de cheerleaders no lugar de Alexis e consegue persuadir as garotas, em especial da agora namorada do jogador, Tracy (Butler), a se virarem contra Terry. Após um tenso embate entre bitches e dogs (conforme o roteiro), as garotas acabam morrendo. Mas não acaba aí. Graças as habilidades de Leena (Smit-McPhee), a então melhor amiga de Maddy, lésbica, gótica e praticante de magia, as moças conseguem voltar à vida, no entanto ligeiramente modificadas.



All Cheerleaders Die é um filme estranho, verdade, e é bem provável que o roteiro que passeia pelo romance, pelo gore e pela comédia, desagrade grande parte dos fãs que gostam de algo mais convencional, no entanto, é inegável que o longa não cai no tédio em nenhum momento. Embalado por uma trilha sonora dançante, embora genérica, o filme ainda se beneficia de um esperto uso de câmera vacilante que faz parecer que há sempre algo acontecendo. Ainda há a montagem bastante fluída que confere um ritmo ágil à saga de Maddy e ao elenco uniformemente engajado em seus papeis.




Contendo ainda uma poderosa e ambiciosa mensagem nas entrelinhas, McKee e Sivertson não deixam de cutucar certas convenções do gênero, como a objetificação feminina e o herói que chega para salvar a mocinha. No entanto, o roteiro escrito à quatro mãos acaba sendo vítima dos mesmo clichês que satiriza, como personagens excessivamente rasos, o desfecho burocrático e ainda um desfecho para uma eventual sequência. O veredicto é que, apesar de imperfeito como as personagens apresentadas na trama, o longa deve divertir o fã casual, mais ainda se o leitor tiver gostado de filmes como Jovens Bruxas, Garota Infernal e Atração Mortal. :)



domingo, 13 de janeiro de 2013

Dia dos Mortos (2008)


Dia dos Mortos (Day of the Dead, EUA, 2008)
Direção: Steve Miner
Elenco: Mena Suvari (Sarah), Nick Cannon (Salazar), Ving Rhames (Capitão Rhodes), Annalynne McCord (Nina), Michael Welch (Trevor), Matt Rippy (Doutor Logan), Stark Sands (Bud Crain), Pat Kilbane (Cientista), Christa Campbell (Sra. Leitner), Taylor Hoover (Garota Local), Ian McNeice (Dj Paul).
SINOPSE: Liderados pelo Capitão Rhodes (Rhames), um grupo do exército é deslocado para a cidadezinha de Leadville, no estado de Colorado para impedir a entrada e saída de moradores da cidade. Enquanto o bloqueio persiste, uma epidemia de gripe assola os moradores, que logo descobrirão que o vírus pode ser bem mais perigoso do que uma simples gripe.








Apesar de se autodenominar um remake do clássico de George Romero de 1985, o novo Dia dos Mortos de Steve Miner (Sexta-Feira 13 – Parte 2) guarda pouquíssimas semelhanças com o original, somente o nome de um dos zumbis, o famoso Bud, o contexto militar e o breve aparecimento de um bunker no terceiro ato do filme. Transformá-lo em um filme independente pode ter sido uma maneira acertada ao conferir maior originalidade ao longa, mas em nada melhorou sua qualidade, que se confunde com a maioria de filmes independentes sobre zumbis lançados todos os anos no mercado de vídeo.

A trama se passa na pequena cidade de Leadville, Colorado (embora o filme tenha sido filmado todo na Bulgária (!)) que sem razão aparente sofre a ação de um bloqueio militar comandado pelo Capitão linha-dura Rhodes (Ving Rhames em um papel nitidamente estereotipado e unidimensional), e que conta com a soldado Sarah (Mena Suvari) que retorna à cidade natal após anos no exército. O que parecia somente um exercício logo vira pesadelo quando um grande número de moradores da cidade pega um tipo de gripe e se transforma em zumbis.

Dá para perceber com meia hora de filme que o filme se entrega completamente às convenções e clichês do gênero filme de zumbis, entregando o longa à morosidade. Os únicos pontos que se salvam são a boa atuação de Suvari e Nick Cannon e a sequência da matança no hospital. Muito pouco para um filme que com um orçamento inflado e bons nomes na produção poderia entregar um produto final de melhor qualidade.

Curiosidades:
  •  A estação de Rádio fica na Rua Elm. Esta é uma referência ao filme A Hora do Pesadelo;
  • Apesar do título, o filme se passa basicamente durante a noite.

 

domingo, 14 de outubro de 2012

A Casa dos Mortos 2

A Casa dos Mortos 2 (House of the Dead 2, EUA, 2005)
Direção: Michael Hurst
Elenco: Emmanuelle Vaugier (Alexandra 'Nightingale' Morgan), Ed Quinn (Ellis), Sticky Fingaz (Dalton), Steven Monroe (O'Conner), Victoria Pratt (Henson), James Parks (Bart), Dan Southworth (Nakagawa), Billy Brown (Griffin), Nadine Velazquez (Rodriguez), Ellie Cornell (Jordan Casper), Sid Haig (Professor Curien).
SINOPSE: Um vírus aparece em uma universidade e alunos e funcionários começam a se transformar em zumbis. Depois de 29 dias, uma equipe de cientistas da AMS e membros do exército são enviados para resolver o problema. Mas enquanto eles procuram, as coisas dão errado.







Difícil encontrar alguma razão para este filme ter sido produzido. O antecessor, House Of the Dead, dirigido pelo "pior diretor do universo" Uwe Boll, foi um fracasso de crítica e bilheteria e ganhou o título de um dos piores horrores já produzidos (no mal sentido, mesmo). Custando 6 milhões de dólares, House Of the Dead 2 conta a história de um campus que acaba sendo palco de uma infestação zumbi que desperta a atenção de uma equipe científica e também do exército nacional. História óbvia, resultado óbvio.

É interessante quando um filme de horror se propõe a não se levar a sério e adotar o estilo trash, palavra muito usada por cinéfilos que nem sempre corresponde ao seu verdadeiro significado. Mas House Of The Dead 2 falha miseravelmente seja no aspecto sério do horror, seja na comédia voluntária. Para começar temos as atuações toscas, mas que são ruins porque os atores são ruins mesmo, e não por causa de um aspecto intencional. Faço uma exceção nesse quesito para o veterano e sempre eficiente Sid Haig (A Casa dos 1000 Corpos) cuja participação é mínima. Ao mesmo tempo em que o filme para compensar a falta de ideias nos joga direto “na ação”, demonstra uma incompetência tamanha apresentando os clichês mais básicos de nudez e sexo no cinema de horror e comédia, usados sem propósito até mesmo na cena em que o Doutor doidão interpretado por Sid Haig “zumbifica” uma gostosa, deixando-a nua. Precisava fazer isso? Ou foi só para mostrar o belo corpo da “atriz”? Outro erro ocorre nessa mesma cena. Se o Doutor já esperava que a moça fosse acordar como zumbi, por que não a prendeu ou amarrou?

E essa, acreditem, é a melhor parte do filme. No restante o filme se entrega à total morosidade do roteiro, mesclando elementos da insossa refilmagem de Dia Dos Mortos (mas que pelo menos, se leva a sério) e de outro trash, A Volta dos Mortos Vivos: Necropolis que se saiu melhor em sua abordagem descompromissada. Assim, acompanhamos com enorme tédio noventa minutos de diálogos rasos e batidos, intercalados com mortes que nada têm de chocantes ou nojentas, com direito a situações babacas e sem graça, como quando um soldado luta com um zumbi (sendo mordido, é claro) sendo que tinha uma arma à sua disposição e um colega próximo. Pior ainda é no momento em que um personagem decide se camuflar em zumbi, banhando-se em tripas de um morto. Ele não leva a arma consigo, porque segundo ele, zumbis sentem o “cheiro de pólvora” (!) Existem bons e maus trash, e infelizmente House of The Dead 2 está no segundo grupo. Talvez os jogos sejam melhores...

Curiosidades:

  • O próprio diretor Uwe Boll desejou 'boa sorte' aos membros do filme. Ele não pôde dirigir essa sequência porque estava fazendo BloodRayne.



quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Zombies Ate My Neighbors

Zombies Ate my Neighbors (1993)
Desenvolvimento: Lucas Arts
Lançamento: Konami
O jogo segue dois adolescentes, Zeke e Julie na missão de salvar seus vizinhos diante do apocalipse de monstros e mortos-vivos em diversos níveis e cenários, utilizando para isso uma infinidade de armas e recursos.







Video games sempre cumpriram um importante papel no entretenimento, onde para além de simplesmente tornar crianças sedentárias (hehe), conseguiam divertir também os adultos com sua infinidade de subgêneros que vão do trivial jogo de raciocínio aos elaborados jogos de estratégia e RPG, hoje em dia com gráficos ultra-realistas.

Mas um pouco antes de jogos de tiro no estilo Resident Evil e Doom (que foi lançado na mesma época, mas assumiu um design mais realista em versões posteriores) e similares invadirem o mercado, havia os jogos com gráficos relativamente simples lançados para plataformas como Super Nintendo e Mega Drive que com criatividade marcaram história. Esse é o caso de Zombies Ate my Neighbors.


Jogos que são adaptações de filmes sempre me encantaram. O fato de poder encarnar aquele personagem favorito daquele filme favorito e poder dar um rumo diferente (dentro do limite do jogo, é claro) ao seu destino sempre fizeram dos games um ambiente propício a tais adaptações.

O caso de Zombies Ate My Neighbors vai mais além. O jogo é uma homenagem rica ao cinema de horror moderno. Vai desde os filmes de horror clássicos (múmias, lobisomens) e aqueles com insetos gigantes dos anos 50, passando pelos filmes de zumbis (notadamente os de Romero) e chega até as décadas de 70 e 80, homenageando os bonecos assassinos e os maníacos seriais dos slashers.

O design é rico e desafiador em muitos níveis, onde você precisa encontrar e salvar seus vizinhos (com a preciosa ajuda de um radar) através de portas fechadas, paredes e labirintos atravessando uma incrível diversidade de cenários, que vão do simples quintal das casas da vizinhança até pirâmides, castelos, campos de futebol americano, galpões e shopping centers. Outro detalhe são a variedade de armas, que vão do padrão (armas de água haha) até poderosos cortadores de grama e bazucas que explodem paredes...e inimigos. Falando neles, Zombies Ate My Neighbors cuida desse aspecto com muito carinho. Para além dos vilões do título (zumbis comuns que saem da terra), o jogo aposta em maníacos com poderosas motosserras, bonecos assassinos, múmias, aliens e outra seleta coleção de chefes, que vão de bebês gigantes a vermes subterrâneos.

O jogo ainda mete certo nível de tensão, apesar de bem-humorado, sobretudo nos níveis de "anoitecer", nos quais você tem que correr para salvar certos vizinhos antes de eles se transformarem em poderosos lobisomens.

Um jogo nostálgico, divertido, desafiador, que com certeza agradará aos fãs da cultura de horror.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Remake eficiente em "Madrugada dos Mortos"


Madrugada dos Mortos (Dawn of the Dead, EUA, 2004)
Direção: Zack Snyder
Elenco: Ving Rhames (Policial Kenneth), Sarah Polley (Ana), Mekhi Phifer (Andre), Jake Webber (Michael), Scott Reiniger (General), Tom Savini (Xerife Cahill), Ken Foree (Televangelista), Inna Korobkina (Luda), Ty Burrell (Steve), Michael Kelly (CJ), Kevin Zegers (Terry), Michael Barry (Bert), RD Reid (Glen), Kim Poirier (Monica), Matt Frewer (Frank), Lindy Booth (Nicole), Bruce Bohne (Andy), Jayne Eastwood (Norma).
SINOPSE: Após mais um dia cansativo de trabalho, tudo o que Ana quer é tomar um banho ao lado do marido e dormir. Mas, nas primeiras horas da manhã, ela é violentamente atacada por uma legião de mortos-vivos, e se descobre num pesadelo real: o mundo inteiro está tomado por zumbis. Em fuga desesperada, Ana se une a um pequeno grupo de sobreviventes em um Shopping Center enquanto o mundo lá fora se transforma literalmente no inferno.



“Quando não houver mais espaço no inferno, os mortos caminharão sobre a Terra.”



Inspirado no clássico Despertar dos Mortos (1978), de George Romero, o filme aproveita algumas poucas ideias do original e se constrói mais como uma reimaginação do que um remake propriamente dito. E rapidamente nos insere dentro do inferno que se transformará a Terra. Saindo de um dia exaustivo no trabalho, a enfermeira Ana (Sarah Polley, de Splice) volta para casa onde se encontra seu marido (Justin Louis). Depois de uma curta noite de sono, eles são acordados por sua vizinha, a menina Vivian (Hannah Lochner), que sem motivos invade seu quarto e ataca seu marido, transformando-o em zumbi, com Ana escapando por pouco. Ela foge em seu carro e temos aos poucos noção do caos que se instala. Uma ambulância atropela um civil, os rádios anunciam tragédias, corpos se estiram nas ruas, acidentes com carros e explosões ocorrem. E tudo isso antes mesmo de os créditos iniciais serem exibidos, ao som de “When the Man comes around”, the Johnny Cash.

Ana se junta a um grupo de sobreviventes que se refugiam em um Shopping, entre eles o vendedor de TVs Michael (Jake Webber), o policial Kenneth (Ving Rhames, de Pulp Fiction), e Andre e sua esposa grávida Luda (Mekhi Phifer e Inna Korobkina). O filme ainda nos apresenta para mais personagens, os seguranças do shopping e um outro grupo de sobreviventes que se junta a eles mais tarde, uma quantidade bastante grande para um filme “de zumbis” de modo que inevitavelmente você não se importará com todos de maneira igual. Há ainda o personagem Andy que se comunica através de placas do alto de um outro prédio.

Madrugada dos Mortos é um filme extremamente eficiente, assustador e com muitas cenas de violência, que agradam em cheio aos fãs do gênero, contém ainda inovações como a “quebra” das regras de Hollywood mostrando, por exemplo, que nem as crianças estão imunes de serem zumbis e de serem temidas (e por que estariam?). Embora tenha trocado de metáfora, ao defender o shopping desta vez como porto seguro enquanto o original fazia uma crítica ao consumismo desenfreado, o filme não decepciona e aproveita bem os quase 30 milhões de dólares de orçamento (bem acima da média do gênero) ao construir cenas de ação muito bem filmadas, boas atuações e uma belíssima fotografia.


Curiosidades:

  • A edição em DVD (tanto internacional com a brasileira) é bem caprichada, mostrando, além das cenas adicionais cortadas no cinema, extras bastante interessantes como o vídeo que mostra os últimos dias de Andy sob o ponto de vista de sua câmera, um boletim jornalístico em forma de plantão que mostra as etapas da infestação e o elaborado processo de maquiagem dos zumbis;
  •  Sarah Polley foi de cara a primeira escolha para interpretar Ana;
  • É o primeiro filme de Zack Snyder, que depois dirigiria, entre outros, 300 e Watchmen;
  • O comercial que é exibido na TV enquanto Ana e o marido estão no banho é do automóvel Subaru WRX, dirigido por Snyder;
  • A causa para a "zumbificação" nunca é explicada no filme;


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