Diretor: Carlos Junior
Roteiro: Carlos Junior
Elenco: Fabíola Antico, Thiago dos Santos, Ana Carolina, Carlos Cesar Gonçalves, Cammila Sanches, Leandro Martins, Brunno Alexandre, Kelly Andrade, DW Douglas, Maicon Amaral, Bruno Henrique Gordon, Ricardo Araújo, Fernando Novaes, Ailton Ricardo, Stephanie Berlini, Laura Marafante, Bruno Diego, Lucas Zanata
Roteiro: Carlos Junior
Elenco: Fabíola Antico, Thiago dos Santos, Ana Carolina, Carlos Cesar Gonçalves, Cammila Sanches, Leandro Martins, Brunno Alexandre, Kelly Andrade, DW Douglas, Maicon Amaral, Bruno Henrique Gordon, Ricardo Araújo, Fernando Novaes, Ailton Ricardo, Stephanie Berlini, Laura Marafante, Bruno Diego, Lucas Zanata
SINOPSE: Um grupo de jovens amigos se reúne em uma casa isolada para celebrar uma festa natalina, no entanto, vão percebendo que alguém muito perigoso anda à solta e transformará a festa num dos seus piores pesadelos.
Pouquíssimo tempo após lançar o primeiro capítulo de seu terror independente Matadouro, o cineasta independente mariliense Carlos Junior volta com uma sequência, ou melhor, prequel
do filme que foi lançado online e atraiu centenas de fãs de horror para
um filme de um gênero que, ainda bem, cada vez mais cresce no cenário
amador e independente nacional.
E o filme mostra um claro avanço em relação ao anterior. Logo no
início do filme, ou prólogo, temos uma cena que já mostra uma crueza e
uma subjetividade que realmente incomodam. Imediatamente depois, somos
apresentados ao grupo de amigos, que, já sabemos, serão as próximas
vítimas a sofrerem o martírio na nova trama. E novamente, por mais
realista que sejam as filmagens e os diálogos entre os amigos, há uma
confusão irritante entre as falas do elenco, e em determinados momentos
parece que estamos assistindo a um vídeo caseiro entre amigos de escola
que acaba chateando, em vez de criar empatia, por mais verossímil que
tais filmagens possam parecer, e isso advém em parte do fator
entretenimento de filmes desse tipo, já que é preciso delinear
minimamente uma dinâmica clara entre os protagonistas, senão o que vem
depois é prejudicado, uma vez que o sentimento de empatia no gênero
horror, e mais ainda em um subgênero como esse, é fundamental. E ainda
que a gritaria e o problemático som (problemas também presentes no
primeiro filme) atrapalhem, o rumo da trama é tomado de maneira
orgânica, com destaque, por exemplo, para quando a jovem Cammila
(Cammila Sanches) apresenta uma atuação realista quando embriagada,
criando ali sim uma situação verossímil e interessante. O som, portanto,
ainda é o principal problema, mas o diretor-roteirista Carlos Junior aprimora sua narrativa, desta vez se assemelhando mais a um slasher do que a um torture porn,
criando uma trama ágil, ainda que já conhecida, a partir da cena em que
alguns amigos entram no carro para ir embora, e confesso que me peguei
torcendo para que os protagonistas conseguissem fugir no momento em que
uma misteriosa figura aparece no meio da estrada, dizendo sozinho “Acelera, meu, acelera!”, sendo gerado nessa cena um sentimento de urgência bastante eficiente.
A visualização do que está ocorrendo melhora muito neste prequel,
já que em comparação com o primeiro filme, nas cenas de tortura tudo
fica muito mais visível para o espectador, o que é claramente um avanço,
já que não se via quase nada no primeiro filme devido à escuridão em
algumas cenas. E por falar nas cenas da matança, elas são bem montadas,
deixando-nos ver algumas coisas e escondendo outras, seguindo a linha do
primeiro filme, e como comentário extra devo dizer que a agoniante cena
onde um gancho é levado a um local pouco “ortodoxo” me lembrou imediatamente de uma cena entre Tony Todd e Virginia Madsen em Candyman,
mas não sei se foi coincidência ou uma referência explícita. Em relação
as atuações, o destaque no elenco mais uma vez fica para Bruno Diego, que novamente rouba a cena e encarna de corpo e alma seu vilão.
Finalmente, ainda que apresentando alguns furos, além dos defeitos já mencionados, Matadouro: Prelúdio
se torna interessante pelo esquema com o qual foi feito, demonstrando,
assim como escrevi em relação ao primeiro filme no meu blog, um
envolvimento grande de todos os envolvidos, e, por mais saturado que
esteja o já frágil por natureza gênero do filmagens encontradas, o novo
filme de Carlos Junior se torna não somente um avanço
do próprio diretor, mas também serve como inspiração para um sem-número
de cineastas ou aspirantes a cineastas que veem em lançamentos como este
a possibilidade da criação artística, mesmo com pouca ou nenhuma grana.
Cinema de guerrilha é sempre bom de assistir, e por esse motivo, apesar
(ou justamente em função) dos defeitos, Matadouro parte 2: Prelúdio está recomendado.
NOTA: Crítica também publicada no portal Boca do Inferno
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